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A estreia de ‘Cruella’ reforça a identidade ‘queer’ dos vilões em muitas produções do estúdio, como demonstram os casos de Úrsula, Malévola e Jafar.

No decorrer de sua dolorosa imersão nas profundezas de uma relação tóxica relatada em seu livro Na casa dos sonhos (Companhia das Letras), Carmen Maria Machado acaba esbarrando no arquétipo dos vilões queer e, inevitavelmente, essa parada no caminho a conduz à mitologia disneyana. “Penso muito nos vilões queer: os problemas que expõem, o prazer que buscam e sua audácia. Sei que eu deveria ter uma resposta política muito específica a respeito deles. Sei, por exemplo, que deveria ficar ofendida com o elenco Disney de canalhas vaidosos e afetados (Scar, Jafar), drag queens sinistras (Úrsula, Cruella de Vil) e lésbicas antipáticas que odeiam homens (a madrasta da Cinderela, Malévola)”, escreve no livro.


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